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Adeus, Rapunzel!

Aqui chega ao fim mais uma superaventura minha. Amanhã de manhã, sem pedir um café para nós dois, estarei dizendo adeus aos longos caracóis castanho-escuros. Deu, né? Foi bom enquanto durou, agradou a uns, causou estupefação em outros, foi o que tinha que ser: mais uma experiência na minha vida. Valeu e acabou.
Acontece que eu não me reconheci em nenhum momento, não consegui aprender a gostar do look e senti saudades dos meus cabelos fininhos e curtos. Isso sem contar que esses trecos estranhos na cabeça dão muito trabalho. No meu caso estava com o couro cabeludo sempre dolorido e a cabeça coçando com freqüência, numa incomodação além do que poderia aturar.
No auge da piração/ansiedade, quis passar logo máquina no cabelo, o que não seria exatamente uma novidade - pra mim-, pois já tive a audácia em 1999. Ficou... diferente. Agora não vou fazer desse jeito porque arranjei quem tire o perucão sem levar meu couro cabeludo e os desmilingüidos cabelos que restaram.

É isso.
A partir de amanhã, portanto, Rapunzel não mora mais aqui. Volto a ser Alline, com muito prazer.



Escrito por Lica às 17h10
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Ô cabeça!

Tô indo embora, com vento batendo na cara e pensando em passar na academia e deixar o pagamento do mês. Na esquina, onde tem um botequinho, duas moças estão entrando no carro. Suspense. Elas me olham como se me conhecessem, uma delas me encara. Mas eu... bem, talvez as tenha visto em algum lugar do passado, não sei bem. Busco no banco de imagens e nada.
A de óculos me chama - ela sabe meu nome! Eu bem que gostaria de sair à francesa e fazer que não é comigo. Como ela repete "Alline?" e espera que eu pare para conversar, é o que eu faço, ainda que com receio. Deus do céu, quem são elas?
Aos poucos os rostos vão se tornando mais familiares, só que os nomes... sou péssima pra isso. Elas falaram do meu cabelo novo, patati e patatá, elogiaram, etc. e então perguntaram da minha mãe.
Ah tá, agora sim.
São as moças da loja em que minha mãe compra produtos dietéticos! Por que não falaram logo, garotas? huahuahuahua

Chego em casa e conto pra mãe. Ela diz o nome das ditas cujas, que são duas superfofas. Claro, mãe, a... e a....
Ops! Tilt de novo!!!
Pensa que hoje eu lembro do nome delas?????????????????



Escrito por Lica às 09h33
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Quem procura acha (algum dia...)

A história tava quase se perdendo, mas meu fiel escudeiro Jan lembrou a tempo. Eu não disse que a gente ri junto? Pois vou contar uma: estávamos nos preparando para voltar para casa na segunda-feira, depois do fim de semana a dois. Tudo ia bem, roupinhas na mala e tal, até bater aquele aperto que só o número 2 dá. Corre, amor, corre! E ele foi pro banheiro. E eu fiquei lavando a louça do café, porque essas coisas de banheiro exigem total privacidade. Não demorou muito e ouvi gritos vindos da janela do banheiro. Foi mais ou menos assim:

Ele: Alliiiiiiiiiine, não tem papel!
Eu: Ai, só um pouquinho... (lembrando que tinha usado o último pedacinho mais cedo... hehehehe)

Corri pelo apê num abre e fecha de portas que só vendo. Em território estranho o negócio é vasculhar tudo. O pior é que passei os olhos pelos armários da cozinha, abri gavetas, espiei aqui, ali e acolá. Cadê a merda do papel higiênico? Pior é que tinha a impressão de ter visto um pacotão em algum lugar. Mas qual?
No desespero de causa, na ânsia de salvar meu amado de ficar com a bunda suja, puxei a toalha de papel decorada com vaquinha e uns guardanapos minúsculos e marchei rumo ao banheiro. Aí começou a esculhambação - eu não parava mais de rir. Ficava pensando no ridículo de limpar a bunda com a vaquinha, e ria mais, e mais (e o coitado lá dentro, aflito, sem saber do que eu ria).

Ops, entrada proibida! Enfiei a mão pela fresta aberta e deixei os negócios em cima da pia.
Eu: Usa isso aí!
Ele: Tu não achou o papel?
Eu: Hum... não. Pera aí que vou procurar. (saí rindo ainda mais... hihihi)

Isso se encaixa perfeitamente numa das Leis de Murphy - quando você não precisa mais da coisa acaba dando de cara com ela. Fui direto no armário da área de serviço e achei o saco com seis perfumados rolos. Putz!!!

A vaquinha é que fez sucesso e nós ainda rimos um monte depois. Cercados de rolos de papel higiênico, o que mais nos restava?



Escrito por Lica às 17h44
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Feriado com algo mais

Passei bem, obrigada. Nem bola pro tempo ruim, que ficou do lado de fora. Sem chance, meu caro. Não fiz esforço pra esquecer da vida empoleirada na cama vendo filmes e curtindo meu amor.
Comemoramos um ano MARAVILHOSO juntos no sábado. Foi essencial muito respeito pra relação engrenar, claro. E muita aceitação também. Ele tem os seus silêncios; eu às vezes solto meu lado tagarela e chego a ficar com dor de garganta de tanto falar (!!!). Ele é mais paciente; eu não consigo esperar muito sem morrer de ansiedade. É bem assim mesmo: nós somos companheiros nas diferenças e nas afinidades e temos o riso a nosso favor. Gosto disso, sabia? De estar com alguém que ri comigo, que não se estressa com celulite ou com minha queda pelo consumismo, que tem um abraço aconchegante, não se importa de lavar a louça e me acompanha nos filmes românticos de vez em quando.

Resumo da ópera: tô feliz.
Precisa mais?



Escrito por Lica às 13h42
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